Capa do livro

Negros no estúdio do fotógrafo : Brasil, segunda metade do século XIX

Este livro estuda as representações e auto-representações de pessoas negras livres, forras e escravas produzidas em estúdios de fotografia no Brasil da segunda metade do século XIX. A autora argumenta que uma pessoa negra livre, ou forra, que aparece naquelas fotos vestida à moda européia de então, não o fazia devido à sua suposta "aculturação", mas como estratégia de se proteger e tentar se fazer aceita por uma sociedade na qual o preconceito racial e a discriminação dominavam.

As fotos dos escravos são estudadas em três categorias: na primeira, fotos de escravos domésticos que foram levados aos estúdios por seus senhores, os quais queriam aquelas fotos nos seus álbuns de família; na segunda, fotos que foram exploradas na chave do "exótico" e vendidas como souvenir a estrangeiros; e na terceira, fotos etnográficas que foram produzidas para servirem de suporte à teorias racistas então em voga. Por último, o livro explora fotos de presos em dois álbuns da "Galeria de condenados", traçando o caminho da feitura dos álbuns (o próprio fotógrafo era um dos detentos) e os motivos para a sua montagem. Além de estudar os diferentes sentidos, os usos e circulação daquelas fotos, a autora tenta perceber os modos pelos quais as pessoas negras nelas retratadas influenciavam a composição de suas próprias imagens.

(FONTE: a publicação)

Identificação
Título
Negros no estúdio do fotógrafo
Subtítulo
Brasil, segunda metade do século XIX
Tipo de Publicação
Cidade de Edição
Estado de Edição
País de Edição
Editora
Ano de publicação
2010
Número de Páginas
360 p.
ISBN / ISSN
9788526808676
Idioma
Ficha Técnica
Autoria (Texto)
Projeto Gráfico
Impressão
Forma Física
Largura (cm)
16
Altura (cm)
23
Tipo de capa
Flexível
Tipo de Papel
Cartão Supremo 250g/m2 Capa Couché Fosco 115g/m2 Caderno de imagens Offset 75g/m2 Miolo
Tipo de encadernação
Brochura
Conteúdos
Assuntos Fotográficos
Assuntos Gerais
A+
A-