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A fotografia como escrita pessoal : Alair Gomes e a melancolia do corpo outro

Este estudo propõe uma análise da obra fotográfica de Alair Gomes (1921-1992), engenheiro, filósofo e crítico de arte que também atuou como fotógrafo nos últimos 26 anos de sua vida. O recorte principal do trabalho está vinculado à presença de uma sensibilidade melancólica em sua trajetória, tanto biográfica quanto artística, uma vez que estas duas instâncias se cruzam e são inseparáveis em sua fotografia de forte viés homoerótico. A relação entre a melancolia e a obra do artista é pensada a partir da noção de escrita pessoal, a qual se ancora no caráter confessional e narrativo de sua fotografia e de seus textos escritos. A singularidade da sua poética distancia-se do contexto em que ele viveu e produziu, ou seja, a cidade do Rio de Janeiro, durante as décadas de 1970 e 1980. Como diversos fotógrafos que se dedicaram à representação do desejo homoerótico ao longo da história da fotografia, Alair atuou de modo silencioso e quase sempre nas bordas do sistema das artes. Isto não o impediu, entretanto, do desenvolvimento de um trabalho de dimensões gigantescas, cuja originalidade e a narrativa íntima estavam à frente de sua época, pré-anunciando tendências da arte contemporânea recente.

(FONTE: site da UFRGS)

Identificação
Título
A fotografia como escrita pessoal
Subtítulo
Alair Gomes e a melancolia do corpo outro
Tipo de Publicação
Cidade de Edição
Estado de Edição
País de Edição
Editora
Ano de publicação
2018
Número de Páginas
486 p.
ISBN / ISSN
9788538604020
Idioma
Ficha Técnica
Autoria (Fotografia)
Autoria (Texto)
Projeto Gráfico
Impressão
Forma Física
Largura (cm)
21
Altura (cm)
26
Tiragem
600
Tipo de capa
Dura
Tipo de Papel
Offset 90g/m2 Miolo Couché Fosco 115g/m2 Caderno de imagens
Tipo de encadernação
Brochura
Conteúdos
Notas gerais

A publicação foi contemplada pelo XV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia (2015).

Assuntos Fotográficos
Assuntos Gerais
Referências Externas
Acervo Consultado
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